Descrição

As linhas que traçam o meu corpo

Um álbum que lança luz sobre a opressão das mulheres no Irão.

No Irão, segundo a lei islâmica, o pai de uma família é dono do sangue dos seus filhos e, por isso, não pode ser processado se prejudicar a sua descendência. Isto explica, em parte, a estrutura da sociedade iraniana, onde os homens detêm o poder absoluto, principalmente sobre as mulheres, com total impunidade.

Mansoureh Kamari recorda a sua infância e adolescência sob este jugo masculino. Expõe os factos: as inúmeras proibições (rir, cantar, dançar, amar), a possibilidade de ser casada aos 9 anos, executada aos 15, depois de ter sido violada… Relata os repetidos abusos sexuais na rua, nos táxis, no consultório médico, na universidade… E o medo constante, a impotência, a incapacidade de controlar o seu próprio destino. Mas Mansoureh fugiu do Irão, conseguiu escapar a esta opressão permanente, e este álbum é também a história de uma metamorfose, a de uma mulher que reconquista a sua liberdade.

Prémios:
Prémio Metamorfose nos Artémisia Awards para Mulheres na Banda Desenhada – 2026
Finalista do Prémio Estudantil de Livro Político – 2026
Finalista do Prémio Wolinski de Banda Desenhada (Le Point) – 2025
Finalista do Prémio Fnac – France Inter – 2026
Gest’Arts Comics – Prémio do Júri – 2025